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Qual o impacto gerado por medicamentos inovadores no câncer de mama?

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O câncer de mama é uma doença que afeta parte da população na América Latina. A prevalência da doença é de 213,7 para cada 100 mil pessoas. É o câncer mais comum da região, causando 100 mil mortes a cada ano. Além disso, a doença representa uma grande perda na sociedade, pois cerca de 613 mil anos de vida foram perdidos por causa do câncer de mama, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com entrevistas, pacientes diagnosticados com câncer de mama, sofrem de muita ansiedade e incerteza, principalmente, devido ao medo de morrer ser um sentimento constante.

A doença também afeta a vida dos parentes e familiares que se sentem emocionalmente angustiados por causa da preocupação persistente sobre seus entes e também por se questionarem se o motivo da doença pode ter relação com o fator genético, podendo a doença ser desenvolvida por eles também no futuro.

Avanços tecnológicos

Apesar dos impactos negativos que o câncer de mama tem em pacientes, familiares e na sociedade, ao longo dos anos a ciência e a pesquisa clínica avançaram muito e o impacto social e humano da indústria farmacêutica em pacientes pode ser muito bem observado em pessoas que sofrem com a doença.  

Houve um grande avanço no desenvolvimento de tratamento inovadores, com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevida global e também a qualidade de vida do paciente. Nas últimas décadas, foram criadas diversas estratégias para tratar doenças, e terapias convencionais como cirurgia, quimioterapia e radioterapia se mostraram eficazes.

Com a descoberta da técnica de análise de perfil da expressão de gene no fim dos anos 80, HER2 foi identificado como um marcador prognóstico em muitos pacientes, estabelecendo que existe diferentes subtipos de câncer de mama com comportamento clínico e sensibilidade distintos.

A inovação levou a uma evolução nas abordagens de tratamentos mais direcionados que focam apenas em proteínas e genes específicos das células cancerígenas, e assim, evitam danos às células saudáveis.  Trastuzumab, lapatinibe e pertuzumabe são exemplos de medicamentos que foram desenvolvidos sob o princípio da terapia direcionada para tratar pacientes com mutação no gene HER2; a mutação está presente em 15% a 20% dos casos de câncer de mama.

Outros remédios também foram criados para pacientes com características de tumor palbociclibe, riboclibe e abemaciclibe, que inibem uma das proteínas que retardam a divisão de células cancerígenas.

Essas terapias têm se mostrados eficazes e vem demonstrando um período de sobrevida de 21 a 57 meses. Um estudo inclusive mostrou um aumento de 6,9 meses de sobrevida em relação ao grupo que recebeu um atendimento padrão.

Uma outra pesquisa demostrou que a inclusão de um tratamento inovador melhorou o retardamento de complicações, sendo que 71% aumentaram em três anos o tempo sem complicações contra 56% em pessoas que foram tratadas apenas com quimioterapia.

Além disso, os pacientes perceberam menos efeitos colaterais, como nenhuma perda de cabelo e também foram capazes de realizar mais atividades físicas durante o tratamento, puderam retornar aos seus empregos antes do esperado e também participar de atividades sociais que foram paralisadas como passeios a cavalo e passar tempo com a família.

Por fim, fica claro como a indústria farmacêutica e a pesquisa clínica de novos medicamentos e tratamentos vem ajudando pacientes com câncer e superarem a doença e/ou terem uma qualidade de vida melhor durante o período de tratamento.

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