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Teste de sangue e IA combatem tumores de mama no Brasil

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Em 2026, a luta contra o câncer de mama no Brasil atinge um novo patamar tecnológico com a convergência de diagnósticos moleculares e inteligência artificial (IA). O avanço foca na eliminação dos chamados “tumores de intervalo”, neoplasias agressivas que surgem entre as mamografias de rotina e que representam um dos maiores desafios da oncologia.

Como o RosalindTest atua no diagnóstico precoce

Um dos pilares dessa transformação é o RosalindTest, um exame de sangue desenvolvido por cientistas da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) em parceria com a biotech LiqSci. De acordo com dados de 2026, o teste apresenta uma precisão de 95% na identificação de sinais moleculares da doença em estágios iniciais.

A tecnologia utiliza a técnica de PCR digital para monitorar a atividade de genes que reagem ao estresse tumoral. Essa abordagem permite uma triagem eficaz mesmo em regiões com escassez de equipamentos de imagem convencionais, ampliando o acesso à saúde.

O impacto da inteligência artificial na radiologia

Complementando a análise sanguínea, a implementação de sistemas de IA na leitura de mamografias tem mostrado resultados significativos. O estudo MASAI, publicado originalmente na revista científica The Lancet em 2023, fundamenta o uso de algoritmos como suporte aos radiologistas para reduzir falhas diagnósticas.

A pesquisa demonstrou que a tecnologia foi capaz de detectar 20% mais tumores do que o método de leitura dupla tradicional. O uso da IA permite identificar lesões suspeitas com maior agilidade, sem elevar o número de resultados falso-positivos no processo de triagem.

Adoção das tecnologias no Sistema Único de Saúde

No Brasil, o Hospital de Amor, em Barretos, consolidou-se como referência na aplicação dessas inovações pelo SUS. Segundo Henrique Prata, presidente da instituição, a integração da IA agiliza o início do tratamento e personaliza a jornada da paciente desde o primeiro contato.

O esforço integra-se às estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que projeta 73.610 novos casos anuais para o triênio 2023-2025. A adoção de métodos que antecipam o diagnóstico para além da imagem convencional é considerada vital para reduzir a mortalidade pela doença no país.