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Quimioterapia no câncer de pulmão: 8 dúvidas respondidas

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A quimioterapia no câncer de pulmão utiliza medicamentos capazes de atingir células cancerígenas, principalmente interferindo em processos necessários para sua multiplicação.

Como muitos desses medicamentos circulam pelo sangue, conseguem alcançar células em diferentes partes do organismo.

Isso diferencia a quimioterapia de tratamentos locais, como cirurgia ou determinados tipos de radioterapia.

Quando a quimioterapia pode ser indicada?

Existem diferentes situações.

No câncer de pulmão de células não pequenas, a quimioterapia pode ser utilizada:

  • antes de uma cirurgia;
  • depois da cirurgia;
  • combinada à radioterapia;
  • em doença localmente avançada;
  • em doença metastática;
  • combinada à imunoterapia.

No câncer de pequenas células, a quimioterapia possui papel central em grande parte dos tratamentos.

O que é quimioterapia neoadjuvante?

Tratamento neoadjuvante é realizado antes da principal terapia local, frequentemente antes da cirurgia.

O objetivo pode ser reduzir o tumor e tratar precocemente possíveis células cancerígenas que não aparecem nos exames.

Atualmente, em determinados casos, quimioterapia pode ser combinada a outras estratégias antes da cirurgia.

O que é quimioterapia adjuvante?

Tratamento adjuvante ocorre depois da cirurgia.

Mesmo quando todo o tumor visível foi retirado, podem existir células microscópicas que não aparecem nos exames.

A quimioterapia adjuvante pode ser utilizada em pacientes selecionados para reduzir o risco de a doença retornar.

Quimioterapia pode ser feita junto com radioterapia?

Sim.

Essa combinação é chamada frequentemente de quimiorradioterapia.

Ela possui papel importante em determinados cânceres de pulmão localmente avançados.

Quimioterapia e radioterapia podem potencializar os efeitos do tratamento, mas a combinação também pode aumentar determinados efeitos adversos.

Por isso, precisa ser cuidadosamente planejada.

Quimioterapia pode ser combinada com imunoterapia?

Sim.

Em determinados pacientes com câncer de pulmão avançado, quimioterapia no câncer de pulmão pode ser combinada à imunoterapia.

No câncer de pequenas células em estágio extenso, por exemplo, combinações com quimioterapia e imunoterapia fazem parte de estratégias utilizadas atualmente.

No câncer de células não pequenas, existem diversos esquemas que combinam essas classes dependendo das características do tumor.

Quais medicamentos são usados na quimioterapia?

Existem diferentes opções.

Entre medicamentos frequentemente empregados em câncer de pulmão estão:

  • cisplatina;
  • carboplatina;
  • pemetrexede;
  • paclitaxel;
  • nab-paclitaxel;
  • docetaxel;
  • gemcitabina;
  • vinorelbina;
  • etoposídeo.

Nem todos são utilizados para todos os tipos.

O subtipo histológico influencia a escolha.

No câncer de pequenas células, combinações envolvendo cisplatina ou carboplatina com etoposídeo são exemplos comuns.

Como funcionam os ciclos de quimioterapia?

A quimioterapia no câncer de pulmão costuma ser administrada em ciclos.

Um ciclo inclui o período em que os medicamentos são aplicados seguido de um período de descanso.

Esse intervalo permite que tecidos saudáveis se recuperem antes da próxima aplicação.

O número de ciclos e a frequência dependem dos medicamentos e do objetivo do tratamento.

Não existe um cronograma único para todos.

A quimioterapia é sempre na veia?

Muitos medicamentos utilizados no câncer de pulmão são administrados por via intravenosa.

Dependendo do tratamento, pode ser utilizado um acesso venoso periférico ou um dispositivo de acesso central.

Existem também medicamentos antitumorais administrados por via oral, embora muitos deles pertençam a outras classes, como determinadas terapias-alvo.

Quais efeitos colaterais podem acontecer?

Os efeitos variam conforme medicamento, dose, combinação e características da pessoa.

Podem ocorrer:

  • náuseas e vômitos;
  • redução do apetite;
  • alterações intestinais;
  • feridas na boca;
  • cansaço;
  • queda de cabelo em determinados esquemas.

A quimioterapia também pode reduzir células produzidas pela medula óssea.

Isso pode provocar:

  • queda dos glóbulos brancos e maior risco de infecção;
  • redução das plaquetas e maior risco de sangramento;
  • anemia e cansaço.

Nem todo paciente apresentará todos esses efeitos.

Quimioterapia sempre causa queda de cabelo?

Não.

A possibilidade depende dos medicamentos utilizados.

Alguns esquemas possuem maior probabilidade de provocar queda de cabelo do que outros.

Por isso, não é correto considerar a perda de cabelo uma consequência obrigatória de toda quimioterapia.

Por que alguns medicamentos causam formigamento?

Determinadas quimioterapias podem afetar nervos periféricos e provocar neuropatia periférica.

Sintomas podem incluir:

  • formigamento;
  • dormência;
  • queimação;
  • sensibilidade;
  • fraqueza em mãos ou pés.

Se esses sintomas aparecerem, devem ser comunicados.

A equipe pode precisar ajustar o tratamento dependendo da intensidade.

O que acontece com a imunidade durante a quimioterapia?

Alguns quimioterápicos diminuem o número de glóbulos brancos.

Isso pode aumentar o risco de infecções durante determinados períodos do ciclo.

A equipe pode solicitar hemogramas regularmente para monitorar as células sanguíneas.

Febre durante tratamento oncológico pode exigir avaliação rápida, especialmente quando existe redução de neutrófilos.

O paciente deve seguir as orientações fornecidas pela própria equipe sobre quando procurar atendimento.

Idosos podem fazer quimioterapia?

Idade isoladamente não define se uma pessoa pode ou não receber quimioterapia.

É necessário avaliar:

  • estado geral;
  • função renal;
  • função hepática;
  • outras doenças;
  • medicamentos utilizados;
  • capacidade funcional;
  • benefício esperado do tratamento.

Uma pessoa idosa em boas condições pode ser candidata a tratamentos que não seriam adequados para outra pessoa mais jovem, mas com condições clínicas mais limitantes.

Como saber se a quimioterapia está funcionando?

O acompanhamento pode utilizar:

  • sintomas;
  • exame clínico;
  • tomografia;
  • PET-CT em situações selecionadas;
  • exames laboratoriais.

O objetivo pode variar.

Em uma estratégia antes de cirurgia, pode-se avaliar a resposta do tumor.

Na doença metastática, um dos objetivos pode ser controlar ou reduzir o câncer.

O que acontece se a primeira quimioterapia não funcionar?

Existem diferentes possibilidades.

A equipe pode considerar:

  • outro esquema de quimioterapia;
  • imunoterapia;
  • terapia-alvo, quando existe um biomarcador adequado;
  • radioterapia;
  • tratamento de suporte;
  • pesquisa clínica.

A escolha depende do tipo tumoral e dos tratamentos realizados anteriormente.

Quimioterapia significa que o câncer está avançado?

Não.

Esse é um equívoco frequente.

A quimioterapia no câncer de pulmão pode ser utilizada inclusive em situações em que existe intenção curativa, por exemplo antes ou depois de cirurgia ou junto com radioterapia.

Portanto, receber quimioterapia não determina sozinho o estágio ou prognóstico.

Quimioterapia é usada no câncer de pequenas células?

Sim.

O câncer de pequenas células tende a apresentar maior sensibilidade inicial à quimioterapia do que muitos tumores de células não pequenas.

Em doença limitada, a quimioterapia frequentemente é combinada à radioterapia.

Em doença extensa, combinações de quimioterapia e imunoterapia podem ser utilizadas.

Perguntas frequentes

Quantas sessões de quimioterapia são necessárias?

Depende do esquema e do objetivo do tratamento. O número de ciclos varia entre pacientes.

Quimioterapia no câncer de pulmão faz cair o cabelo?

Pode acontecer com alguns medicamentos, mas não é obrigatório em todos os esquemas.

Quimioterapia dá enjoo?

Pode causar náuseas e vômitos, mas existem medicamentos capazes de prevenir e controlar esses sintomas em muitos pacientes.

É possível trabalhar durante a quimioterapia?

Depende da atividade profissional, intensidade dos efeitos e condição individual. Algumas pessoas conseguem manter parte da rotina e outras precisam de adaptações.

Quimioterapia pode curar câncer de pulmão?

Ela pode fazer parte de estratégias com intenção curativa em determinados estágios. Em outros contextos, o objetivo pode ser controlar a doença.

Quem faz quimioterapia fica sem imunidade?

A quimioterapia pode reduzir determinadas células de defesa, mas a intensidade e duração dessa redução variam conforme o esquema.

Quimioterapia e imunoterapia podem ser feitas juntas?

Sim, em determinados tipos e estágios de câncer de pulmão.

Todo paciente com câncer de pulmão faz quimioterapia?

Não. Cirurgia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo também podem fazer parte do tratamento dependendo do caso.

A quimioterapia no câncer de pulmão continua tendo papel importante na oncologia moderna.

Ela pode ser utilizada antes ou depois da cirurgia, junto com radioterapia, combinada à imunoterapia ou no tratamento da doença avançada.

O tipo histológico, estágio, biomarcadores e condições clínicas determinam qual estratégia faz mais sentido.

E, embora existam efeitos adversos, muitos deles podem ser prevenidos, monitorados ou tratados durante o acompanhamento.

Pesquisa clínica no CEPHO

O CEPHO conduz pesquisas clínicas relacionadas a diferentes tipos e estágios de câncer de pulmão.

Tratamentos realizados anteriormente, incluindo quimioterapia, podem fazer parte dos critérios de inclusão ou exclusão de um estudo.

Se você possui diagnóstico confirmado, faça seu pré-cadastro para que a equipe avalie a possível compatibilidade com pesquisas disponíveis.

O pré-cadastro não garante participação.