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Câncer de Pulmão: Ivonescimabe e Lorlatinibe na ASCO 2026

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Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) 2026, realizada de 29 de maio a 2 de junho no McCormick Place em Chicago, EUA, foi palco de importantes anúncios sobre inovações no tratamento do câncer de pulmão. Dois medicamentos, o ivonescimabe e o lorlatinibe, destacaram-se com dados que prometem impactar a prática clínica e a sobrevida dos pacientes.

Ivonescimabe Reduz Risco de Morte em Câncer de Pulmão Escamoso

O ivonescimabe, um anticorpo biespecífico que atua nos alvos PD-1 e VEGF, demonstrou uma redução de 34% no risco de morte em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) escamoso avançado. Os resultados do estudo de fase 3 HARMONi-6, conduzido na China e apresentados na ASCO 2026, indicaram que a combinação de ivonescimabe com quimioterapia resultou em uma sobrevida global mediana de 27,9 meses, em comparação com 23,7 meses para o tratamento padrão com tislelizumabe e quimioterapia.

Além disso, a sobrevida livre de progressão mediana foi de 11,1 meses com ivonescimabe, contra 6,9 meses com tislelizumabe, representando uma redução de 40% no risco de progressão ou morte. O benefício foi observado independentemente da expressão de PD-L1 nos tumores, um fator clinicamente relevante para a elegibilidade do tratamento.

Lorlatinibe Oferece Sobrevida Prolongada em Câncer ALK-Positivo

Outro destaque da ASCO 2026 foi a atualização de sete anos do estudo CROWN, que avaliou o lorlatinibe em pacientes com CPNPC ALK-positivo avançado. Os dados revelaram que mais de 50% dos pacientes tratados com lorlatinibe continuaram saudáveis após sete anos, com a sobrevida livre de progressão mediana ainda não atingida para este grupo, em contraste com 9,1 meses para o crizotinibe, o tratamento padrão anterior.

Em uma análise de sete anos, 55% dos pacientes que receberam o lorlatinibe sobreviveram sem progressão da doença, em comparação com 3% no grupo do crizotinibe. Este resultado representa uma notável redução de 81% no risco de progressão ou morte. O lorlatinibe, um inibidor de ALK de terceira geração, também se mostrou eficaz em atravessar a barreira hematoencefálica, prevenindo a disseminação do câncer para o cérebro e controlando tumores cerebrais existentes.

Impacto e Perspectivas Futuras no Tratamento do Câncer de Pulmão

Esses avanços são cruciais no combate ao câncer de pulmão, que permanece como a principal causa de morte por câncer globalmente. O CPNPC escamoso, que representa cerca de 25% de todos os cânceres de pulmão, é historicamente mais difícil de tratar, tornando os resultados do ivonescimabe particularmente promissores.

A contínua pesquisa e o desenvolvimento de terapias-alvo, como o lorlatinibe, reforçam a importância da medicina de precisão e da testagem molecular para identificar os subtipos específicos da doença. Isso permite abordagens terapêuticas mais eficazes e personalizadas, melhorando significativamente as perspectivas para os pacientes.