O câncer de bexiga é uma doença que merece atenção especial, pois é o segundo tipo mais comum do trato urinário. Estima-se que ele represente mais de 90% dos tumores uroteliais e ocupa a sexta posição entre os mais incidentes no sexo masculino no Brasil, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Oncologia (SBO). Um dos maiores fatores de risco é o tabagismo, responsável por mais de 50% dos casos em homens e 35% em mulheres.
Como o tabagismo contribui para o câncer de bexiga?
O tabagismo é um dos principais vilões porque as substâncias químicas presentes no cigarro são filtradas pelos rins e eliminadas na urina, entrando em contato direto com a bexiga. Essas substâncias podem causar alterações celulares, levando ao desenvolvimento de tumores. Fumantes têm de duas a quatro vezes mais chances de desenvolver a doença em comparação com não-fumantes. Mesmo após interromper o uso de tabaco, os fatores cancerígenos podem permanecer no organismo por até dez anos.
Outros fatores de risco
Além do tabagismo, há outros fatores que podem aumentar o risco de câncer de bexiga:
- Radiações ionizantes: Como os raios-x, podem contribuir para alterações celulares.
- Infecções urinárias de repetição: Ou o uso prolongado de cateteres.
- Exposição a substâncias químicas: Como aminas aromáticas e certos corantes industriais.
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura. Contudo, essa não é uma tarefa simples, pois os sintomas iniciais do câncer de bexiga são frequentemente sutis e pouco valorizados. Os sinais mais comuns incluem:
- Sangue na urina (hematúria): Presente em 90% dos casos.
- Dor ao urinar: Um sintoma mais comum em estágios avançados.
- Dor pélvica: Também associada a casos mais graves.
Se você notar qualquer um desses sintomas, busque um médico imediatamente. Diagnósticos tardios podem levar a uma progressão rápida do tumor, dificultando o tratamento e reduzindo as chances de cura.
Avanços no tratamento
Graças aos avanços na medicina, há diversas opções de tratamento para o câncer de bexiga, dependendo do estágio da doença. Entre elas estão:
- Cirurgia: Incluindo técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica.
- Terapia intravesical: Para reduzir a recorrência de tumores superficiais.
- Quimioterapia e radioterapia: Utilizadas em casos mais avançados.
- Imunoterapia e terapia alvo: Tratamentos modernos que visam aumentar as chances de sucesso.
A escolha do tratamento é sempre discutida entre o médico e o paciente, considerando os riscos, benefícios e efeitos colaterais de cada opção.
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